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A Sagrada Ordem de Melkisedeq

Melkisedeq pode ser traduzido como “Rei de Justiça” ou “Meu Rei é Justiça”. Também é denominado na Bíblia como “Rei de Salém” (talvez devido ao antigo nome dado a Jerusalém: ‘Uru-Salim’).

Como Sumo Sacerdote de Abraham (A+Brahman), Melkisedeq pode ser considerado o Progenitor das religiões brahmânicas e abrahmânicas (hinduísmo, judaísmo, cristianismo, islamismo).

Muitas são as linhagens sacerdotais que se declararam ou assumiram como pertencentes à Ordem de Melkisedeq.

Muitos historiadores acreditam que a passagem dos versículos 18-20 do Gênesis capítulo 14 foi inserida mais tarde para apoiar a ordenação de um não-levita, o rei David, como Sacerdote Supremo de Is-Ra-El.

No tempo de Abraão, Jerusalém era povoada pelos jebusitas, uma tribo cananita, muito provavelmente descendente de hititas e amoritas. Melkisedeq, nesse caso, como Sacerdote-Rei, era politeísta. As divindades Elyon e Zedek estão no panteão fenício-cananita. A tradução “Meu Rei é o Deus Zedek”, portanto, facilmente, torna-se “Meu Rei é Justiça”.

Se aprofundarmos ainda mais no terreno das mitologias antigas, a parte dos aspectos históricos, descobriremos laços bem mais interessantes. A palavra hebréia ‘salem’ significa ‘paz’. Temos aí então dois epítetos atribuídos a Melkisedeq: Rei de Justiça e Rei de Paz. No caso, quando se fala de Justiça, devemos entender que essa ‘Justiça’ deriva-se de ‘Retitude’;  só a prática da Retitude ou da Via Reta proporciona Justiça.

Kabalistas modernos relacionam Justiça-Retitude a Júpiter. E aqui temos que ter extrema atenção, pois, não se trata do planeta, e sim, da divindade que os romanos adoravam, e que, nem sempre, é bem compreendida. Quando trocamos o latino Jóvis + peter ou patar pelo equivalente grego Zeus – Pai dos Deuses – o entendimento fica mais fácil.

Isso, em sentido kabalístico, deve ser colocado desta forma: (Melkisedeq é o) jovem rei-sacerdote da Justiça e da Paz. E isso é a personificação da divina imagem ou reflexo de Chesed (cabeça do triângulo derivado da Coroa Sefirótica).

Concluindo, “para ser membro da Sagrada Ordem de Melkisedeq há necessidade de encarnar o Íntimo (Atman)”.

Para um maior aprofundamento, recomendamos: As Sagradas Linhagens de Sacerdotes e Religiões


Autor: Monsenhor Karl Bunn

 


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