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A Festa e o Simbolismo Esotérico de Pentecostes

Segundo a tradição cristã, os primeiros apóstolos, homens e mulheres, reunidos no mesmo lugar da última ceia, após a ascensão do Mestre Jesus, receberam sobre si, em um dia muito especial, certas línguas de fogo, que os encheram do Espírito Santo. Este dia especial marcou o início dos trabalhos apostólicos de disseminação da Boa Nova (o evangelho), e é conhecido como o Dia de Pentecostes.

Pentecostes é uma palavra que vem do grego e significa “quinquagésimo dia”.
Foi neste simbólico dia, cinquenta dias após a Páscoa do Senhor, que o Espírito Santo pousou sobre os homens e mulheres que então se encontravam reunidos em oração no cenáculo. Assim como outras festividades cristãs, o Pentecostes também está relacionado a datas significativas para outras tradições. Na mesma data os judeus comemoravam a colheita e a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, após o Êxodo. O Pentecostes está
assim relacionado a uma colheita, ao recebimento de algo especial, algo que estabelece um novo começo, algo que
inaugura um novo ciclo.
Os gnósticos compreendem a celebração de Pentecostes a partir do seu significado profundo, espiritual, interior. Este novo começo de que falamos é marcado pela coroação com o fogo do Espírito Santo, fogo este que para os gnósticos é a viva expressão da Força Criadora de Deus – afinal, é por meio do Espírito Santo que todas as coisas são criadas, assim como é por meio dele que se dá a Imaculada Concepção. Por ser a grande força criadora da divindade, os gnósticos a compreendem também sob a designação de Força Sexual, e a vêem como manifestação do Sagrado
Feminino de Deus, nossa Divina Mãe. Os dons especiais, como o dom das línguas adquirido pelos apóstolos, e inaugura um novo ciclo em nossa jornada espiritual.
A identificação do Fogo de Pentecostes com esta força renovadora do Feminino em cada um de nós expõe-se também
pela presença marcante de Nossa Senhora junto a todos que recebem esta bênção no cenáculo. Ao voltarmos alguns dias na mitologia cristã da Paixão de Cristo é importante recordar o papel crucial da mulher ao longo do calvário, ao pé da cruz,

“O Pentecostes está assim relacionado a uma colheita, ao recebimento de algo especial, algo que estabelece um
novo começo, algo que inaugura um novo ciclo.”

orientais também conhecem esta força sob vários aspectos e nomes, sendo uma de suas mais notáveis expressões aquele poder divino em cada um de nós que chamam de “Kundalini”.
Segundo a tradição oriental, Kundalini dorme na base de nossa coluna, enroscada três voltas e meia. Mediante certas práticas esta força desperta e ascende de acordo com os méritos de nossos corações. Após ascender pela coluna, alcança nossas cabeças como potente chama espiritual, tal qual uma serpente de fogo. Este é o verdadeiro Fogo de Pentecostes, um fogo que nos garante verdadeiros poderes e ao recolher o corpo morto do Senhor e aontestemunhar a sua ressurreição. Sabemos que o sacrifício na cruz do mundo é o pré-requisito para a ressurreição no Espírito, e que o Cristo, em seus momentos finais, dirige-se ao discípulo amado, alegoria de nossa Alma, e diz à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. É o anúncio deste fogo renovador de Kundalini, nossa Mãe, que salva a Alma, e a torna digna que servir ao Senhor, nosso Espírito, no trabalho consciente de divulgação da Boa Nova e na fundação da verdadeira Igreja do Cristo.

 

Para um maior aprofundamento, recomendamos: Os Reis Magos da Alquimia


Autor: Ricardo Bianca de Mello


15 de maio de 2016

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