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Sucessão Espiritual

Tendo desencarnado o Mestre Samael na noite de 24 de dezembro de 1977, e, passado o impacto inicial desse processo, as atenções do mundo gnóstico se fixaram no Congresso de Caracas, marcado para o final de 1978. Esperava-se que desse evento surgissem as pautas para o prosseguimento do trabalho começado pelo Avatar de Aquário e também que fosse anunciado o seu sucessor espiritual.

Quando, por fim, chegou o Congresso de Caracas, em 1978, em vez de nascer uma nova ordem institucional, precipitou-se a desunião e a desordem. Vários se julgaram os legítimos sucessores espirituais do Grande Mestre Gnóstico. Mas, a verdade verdadeira é que o Mestre Samael não havia nomeado ninguém para sucedê-lo. Nem mesmo sua esposa, nem seus familiares, muito menos algum de seus discípulos, mesmo aqueles que haviam prestados serviços colossais em favor do Mestre e de sua doutrina.

Com isso, abria-se o caminho para as dissensões e o início da multiplicação desordenada de grupos e novas linhas institucionais, as quais passaram a disputar, até judicialmente, supostos direitos de sucessão doutrinária e patriarcal. Nessa vergonhosa disputa, que mostrou claramente que não havia “ninguém” espiritualmente à altura do Grande Mestre, apareceram inúmeros documentos falsificados e forjados por todos os lados e por todas as partes litigantes, tentando com isso obter, nos tribunais da justiça dos homens de barro, a “oficialização” da infâmia e da mentira.

E para os devidos efeitos históricos, declaramos, novamente, que o Mestre Samael jamais nomeou sucessores, nem mesmo dentre seus familiares mais íntimos, nem amigos, nem discípulos, ninguém. O que houve, sim, foi uma orientação expressa, clara, oficial e definitiva, dada diretamente pelo Mestre Samael, dois meses antes de desencarnar. Nessa diretiva, o Mestre dava autonomia a todos, indistintamente, para criarem novas instituições, autônomas e soberanas, em todas as partes do mundo, e onde cada dirigente, instrutor ou missionário, responderia diretamente à Lei Divina.

Hoje, no ano da graça de 2004, quando celebramos o LIV Ano do surgimento da gnose moderna, os fatos mostram claramente que a Gnose Samaeliana está sendo ensinada em todas as partes do mundo por inúmeras instituições autônomas. Algumas até se dizem “legítimas sucessoras” e “continuadoras” do trabalho iniciado pelo V. M. Samael, mas, a realidade real e verdadeira, é que cada qual só responde e pode responder por si mesma e em si mesma no limite da capacidade moral e espiritual de seu máximo dirigente. Em “lato senso”, todos somos “continuadores” da obra de Samael……

Essas inúmeras instituições ou “linhas gnósticas” formam algo parecido com o ocorrido há dois mil anos, após a ascensão de Jesus aos céus, quando passaram a existir muitas gnoses, como a “gnose de Paulo”, a de “Pedro”, de “Tiago”, de “Marcion”, de “Valentim” e assim por diante. Hoje, após o desencarne do Avatar de Aquário, mudaram apenas os nomes dos principais líderes: Ernesto, Teófilo, Joaquim, Oscar, Hypatia, Osiris, Rafael, etc.

A Igreja Gnóstica do Brasil acredita que no futuro, ainda dentro da Era de Aquário, novas e grandes igrejas e linhas espirituais surgirão no mundo, além das instituições gnósticas hoje presentes e atuantes. Das atuais linhas gnósticas, a maioria desaparecerá, por pura e simples degeneração, fruto da incapacidade espiritual de seus líderes, seguindo a tendência histórica natural dos ciclos, como aconteceu na Babilônia, no Egito, na Grécia e no Império Romano, onde todas as religiões e cultos existentes na época foram substituídos por novos cultos e formas religiosas. Não será diferente desta vez!

Para a Igreja Gnóstica do Brasil, a Gnose Samaeliana servirá de base para a estruturação de uma nova concepção espiritual que regerá especialmente o mundo ocidental no futuro (antes do século XXX). Como disse o próprio Mestre Samael: “A religião do futuro será formada pelo melhor do esoterismo buddhista e pelo melhor do esoterismo cristão”.

Para resumir e para que fique registrado para a história, repetimos: durante o período de 1950 a 1977, quando o V. M. Samael esteve diretamente à frente das instituições gnósticas, foram criadas cinco instituições. A primeira delas, o MGCU – Movimento Gnóstico Cristão Universal, em 1956. Foi também esse mesmo MGCU original que chegou ao Brasil mais tarde, em 1962.

No início dos anos 60, inspirado no ideal de São Francisco de Assis, e não podendo ficar indiferente aos desníveis sociais que na época eram mais intensos e brutais que hoje em toda a América Latina, o Mestre Samael idealizou o ICU – Instituto de Caridade Universal. Baseados nas propostas desse Instituto vários líderes gnósticos em diferentes países do mundo criaram ações semelhantes. A Igreja Gnóstica do Brasil não poderia deixar de fazer a sua parte, havendo criado em Curitiba, no ano de 1999, o seu Instituto de Caridade.

Ainda nos anos 60, o pensamento do V. M. Samael Aun Weor inspirou a criação do POSCLA – Partido Obrero Socialista Cristiano Latino-Americano. A ideia não se concretizou de todo, mas, ficaram os escritos e os livros que contêm a filosofia política do Mestre Samael, inspirada nos princípios do Cristo Social.

Depois, nos anos 70 o Mestre Samael criou a IGCU – Igreja Gnóstica Cristã Universal, com sede na Venezuela , mas que, depois, passou a atuar em outros países sul-americanos. No Brasil, a Igreja Gnóstica se estabeleceu inicialmente em Curitiba, da qual muitos membros da IGB fazem parte. Atualmente, a Igreja Gnóstica está estabelecida em vários países do mundo, dentro dos princípios de liberdade e de autonomia deixados pelo Mestre ainda em vida.

Por fim, a última instituição criada diretamente pelo Mestre Samael foi a AGEACAC – Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Científicos A. C. (de Associação Civil, conforme legislação mexicana).

Portanto, hoje, quando se fala de “Movimento Gnóstico”, isso significa o trabalho e a ação conjunta de todas essas instituições gnósticas e suas ramificações e derivações espalhadas pelo mundo, e que, com maior ou menor desenvoltura, grau de acerto e eficiência, semeiam o ensinamento legado pelo Grande Mestre Gnóstico.

 


Autor: Monsenhor Karl Bunn


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